O Instituto da Água (Inag) anunciou hoje restrições no regadio a partir das barragens do Arade, no Algarve, e do Roxo, no Alentejo, cujas albufeiras apresentam as situações "mais críticas" no Sul do país, ao nível do armazenamento de água.
No final de uma reunião da comissão de gestão das albufeiras do Sul do país, hoje realizada em vora, o presidente do Inag, Orlando Borges, revelou "um conjunto de condicionantes" para dar "primazia à utilização da água para abastecimento às populações" em detrimento da agricultura. "Fizemos uma avaliação das necessidades de água para abastecimento público, que constitui a grande prioridade, e tentamos fazer a limitação de outros usos, em particular da agricultura", declarou o presidente do Inag, classificando como "complicadas" as situações na bacia do Arade (Silves) e do Roxo (Beja). Em ambos os casos, Orlando Borges garantiu ser dada prioridade ao abastecimento das populações, com restrições à agricultura como o pomar de citrinos na bacia do Arade. "A água que está no Arade será toda para o abastecimento público", assegurou. Também sem campanha de rega, no caso do Roxo, que abastece as populações de Beja e Aljustrel, vai ser apenas reservado meio milhão de metros cúbicos de água para actividades ligadas à agro-indústria. Para as outras barragens da região Sul do país, o presidente do Inag prevê a possibilidade de se manter o regadio, com algumas restrições, a par do abastecimento público. Orlando Borges garantiu que não vai haver problemas ao nível do abastecimento das populações servidas por albufeiras, recusando classificar como "alarmante" o período de seca que atinge o país, apesar de estar previsto o lançamento de campanhas de sensibilização para a poupança de água, incluindo nos canais de televisão. "É uma situação excepcional, mas não alarmante ou preocupante, porque há alternativas", declarou o mesmo responsável, lembrando que Portugal já foi atingido por secas "várias vezes". Segundo Orlando Borges, a situação seria "nalguns casos preocupante", se porventura os próximos anos fossem pouco húmidos ou secos. "Aí a situação de armazenamento das albufeiras já tinha dificuldade em recuperar", sublinhou. O presidente do Inag considerou ainda que as questões da qualidade da água "não se afiguram preocupantes". "A qualidade da água nas albufeiras, mesmo com estes volumes armazenados [a baixo da média], é idêntica à do ano passado", garantiu. |
In Ecosfera (Público/Lusa)










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